Wednesday, May 9, 2007

Ainda Agora



Abro os olhos
No relógio são meia noite e quarenta e três
E outra vez
Mal sei quem sou
Não sei onde estou
Uma caneta, um caderno, e vou??

Expressões convertidas em em letras no papel
Não deixam a menor dúvida...
Fui!

Novamente me rendi à poesia da madrugada
Inerte
Inconteste
Etílica
Fulgás.

Fecho o texto ainda em casa
E me preparo para sair...

Saio!
Paro!
Som!
Ando!
Noite!
Leblon!

Seguro de mim, vago novamente por aí em busca do "não sei o que"!
Subo a Dias Ferreira
Com um coração cheio de besteira
E chego até aqui,
Pensando se no fundo não saí pelas ruas procurando por mim.
Concluo que sim!
Busco, no entanto, coisas assim:
Contentamento, conhecimento, amor...
Me encontre na esquina do sentir e saberás quem sou!

Mas não agora!
Esqueçamos tudo por hora!

Pois ainda agora
Botei uma calça e um chinelo,
Totalmente amarelo ,
E vim até aqui unicamente para ler
Não meu currículo em Inglês, desta vez,
Mas este poema de última hora
Especialmente escrito para vocês.
(lido às 2:07 do mesmo dia)

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