Monday, May 28, 2007

Ladrilhando Outra Vida Estrela



L eve como o ar... Gentil leve-me ao lugar!

O nde de fato estará? Como será viver lá?

V ai ver é muito perto... Mas quem por Deus sabe ao certo?

E spero com dedos em cafés! Você que tudo (e)dita, diga quem és?

Wednesday, May 9, 2007

Ainda Agora



Abro os olhos
No relógio são meia noite e quarenta e três
E outra vez
Mal sei quem sou
Não sei onde estou
Uma caneta, um caderno, e vou??

Expressões convertidas em em letras no papel
Não deixam a menor dúvida...
Fui!

Novamente me rendi à poesia da madrugada
Inerte
Inconteste
Etílica
Fulgás.

Fecho o texto ainda em casa
E me preparo para sair...

Saio!
Paro!
Som!
Ando!
Noite!
Leblon!

Seguro de mim, vago novamente por aí em busca do "não sei o que"!
Subo a Dias Ferreira
Com um coração cheio de besteira
E chego até aqui,
Pensando se no fundo não saí pelas ruas procurando por mim.
Concluo que sim!
Busco, no entanto, coisas assim:
Contentamento, conhecimento, amor...
Me encontre na esquina do sentir e saberás quem sou!

Mas não agora!
Esqueçamos tudo por hora!

Pois ainda agora
Botei uma calça e um chinelo,
Totalmente amarelo ,
E vim até aqui unicamente para ler
Não meu currículo em Inglês, desta vez,
Mas este poema de última hora
Especialmente escrito para vocês.
(lido às 2:07 do mesmo dia)

Monday, April 23, 2007

Com Sentimento



Se te amo
Não sei ainda
Se me engano
Tampouco ainda sei.
Mais do que ninguém
Me entrego agora a minha morte
Pois assim seguro a sorte
Me visite em breve dia.

Se me amas
Possivelmente ainda não saiba
Mas acho mesmo que sim
E mesmo que desconheças meu sentir
Terás o tempo de descobrir
E assim conscentir
Rogo antes de seu fim

Meu fim?
Oferecer-te no presente
Um presente:
Rimas minhas
Tecidas de amor
Meu constante enredo.
Te conto aqui
Ao pé do ouvido
Só a ti
Meu maior segredo!

Wednesday, April 18, 2007

O Nome da Lágrima

Hoje convidaram ao meu rosto uma lágrima chamada Saudade.
Engraçado que há muito por lá não passavam lágrimas de qualquer tipo.
Mais frequentada por ventos, lábios, travesseiros e giletes,
Minha face despreparada para o encontro pediu para que não reparasse a bagunça.
Logo fiquei sabendo que a visita havia sido promovida por um certo Sentimento do Fundo,
Antigo conhecido que há tempos não mandava notícias.
E se não dava as caras, paradoxalmente, acabou por dar a cara,
A minha,
Para servir de destino à tal e tão molhada passante.
A lágrima no princípio de seu epílogo,
Contou-me que tinha viajado na velocidade do choro diretamente,
E sem escalas,
Da estação Coração Mole até ali.
E que tudo correra muito bem até chegar ao iris, alfândega do olho,
Onde fora secamente interpelada pelo fiscal Nó da Garganta que,
Em procedimento de rotina, pedira-lhe o “Lacchrimeggio Pappirrs”.
E só depois de pagar a salgada taxa da emoção
Que veio de fato ao físico encontro do mundo.
Atravessou como uma estrela cadente o belo caminho que leva do cílio à ponta do sorriso.
E antes de desaparecer, deixou tatuado em tinta de poeira cósmica invisível,
Seu nome completo, revelando assim o propósito de sua existência.
Assim como um beijo, nasceu em meu coração e morreu em minha boca.
Como que para velar a passagem da irmã pioneira,
Outras lágrimas vieram aos montes formando um novo afluente do mar Mediterrâneo
Reluzente na poética foto dos amigos na pedra em Porquerolles.
Todas elas tinham o mesmo nome e sobrenome.
Chamam-se Saudade da Europa!


Monday, April 9, 2007

Bom... Bem! Tarde? Boa, Noite.


"J'ai pensé parfois mettre fin à mes jours, mais je n'ai pas su par lequel commencer"

Jacques Prévert

Wednesday, April 4, 2007

Preludium


Garçom, cancele meu shot de rum
A partir de agora só bebo Artimun!
Um pequeno gole e pronto... BUM!
Arte e Mundo para todo ladum!

Mas o que é afinal?

Artimun
É a insustentável inspiração da madrugada,
A lágrima que rola em meu punho nervoso,
O grito que pinta a obra
A dobra da tinta que cria o mito.

E não minto, só me emociono.
Suas impressões, coleciono!
Com promessa de não compromisso
Com nexo, sexo ou data.

Artimun
É prosa, poema, é verso!
Usa all-star e é bamba!
É o antigo, o presente e o Universo
Jogando conversa fora numa mesa de samba .

Eis um mundo de Arte
Eis a arte de um mundo
Tão meu quanto seu
Desde que assim te seja.

Artimun
É um lá maior com sétima
Artimun
Rima com Mussum
Artimun
É tudo
É Nada
É UM
Artimun, Artimun, Artimun...

Não sei se finalmente vens ou não
Mas dança comigo essa
Que através de ti
Já me sinto mais perto de mim!